Pedra no rim (cálculo renal)
É a causa mais comum de dor renal aguda. A pedra se forma pelo acúmulo de sais na urina e, ao descer pelo ureter, provoca a clássica cólica renal — uma das dores mais intensas que existem.
Guia clínico para pacientes de Imperatriz-MA e região — sul do Maranhão, sul do Pará e norte do Tocantins — para reconhecer a dor renal, entender suas causas e saber o momento certo de procurar a Dra. Aniele Vilarino, nefrologista no Centro da cidade.
Este conteúdo é educativo e não substitui a consulta médica. Se você está com dor intensa, febre ou sangue na urina, procure atendimento imediato.

Os rins são dois órgãos em forma de feijão, do tamanho aproximado de um punho fechado, localizados na parte de trás do abdome, um pouco acima da cintura, entre a última costela e a coluna vertebral. Um fica do lado direito, o outro do lado esquerdo.
Por isso, a dor nos rins é sentida na região lombar alta, na chamada região do flanco — não no meio das costas, e nem no cóccix. É uma dor profunda, que muitas vezes o paciente descreve como "vindo de dentro", diferente da dor muscular superficial.
Quando o problema é um cálculo se movendo pelo ureter, a dor pode irradiar para o flanco, a virilha e até os órgãos genitais do mesmo lado. Quando há infecção alta (pielonefrite), costuma haver febre e sensibilidade ao toque na região renal.
A dor nos rins tem características próprias. Reconhecer o padrão ajuda a saber quando o problema realmente vem do rim — e quando é preciso investigar outra causa.
Dor forte em ondas que aumenta e diminui, geralmente irradiando para a virilha. Causa clássica: pedra no rim se movendo pelo ureter.
Sensação de peso ou pressão na região lombar. Comum em cistos, hidronefrose e crescimento renal por doenças específicas.
Piora ao respirar fundo ou pressionar a região renal, acompanhada de febre e calafrios. Padrão típico da pielonefrite (infecção renal).
Piora com movimento e alonga com repouso, sem febre ou alterações na urina. Geralmente NÃO é dos rins — é muscular ou de coluna.
Existem várias causas possíveis para a dor renal. O diagnóstico correto define o tratamento — por isso a avaliação com um nefrologista faz diferença.
É a causa mais comum de dor renal aguda. A pedra se forma pelo acúmulo de sais na urina e, ao descer pelo ureter, provoca a clássica cólica renal — uma das dores mais intensas que existem.
Quando a infecção sobe da bexiga para o rim, aparece dor lombar com febre alta, calafrios, náusea e ardência ao urinar. Requer avaliação médica e antibiótico apropriado.
Cistos simples geralmente não doem, mas cistos grandes ou complicados (rotos, infectados ou sangrando) podem causar dor persistente. A doença renal policística é uma causa hereditária importante.
Ocorre quando algo bloqueia a saída da urina — geralmente um cálculo, mas também tumores ou estreitamentos. O rim se dilata, gerando dor em peso e risco à função renal.
Pancadas na região lombar ou esforço intenso podem lesionar o rim. Dor persistente após trauma exige avaliação, especialmente se há sangue na urina.
Glomerulonefrites, tumores e infartos renais podem se manifestar com dor lombar. São causas menos frequentes, mas exigem investigação especializada quando os exames iniciais são inconclusivos.
Quando a dor nos rins vem acompanhada destes sinais, a suspeita de doença renal aumenta e a avaliação com nefrologista se torna prioritária.
Espuma persistente, urina turva, com cheiro forte, escura ou com sangue visível.
Dor ao urinar, vontade frequente e sensação de esvaziamento incompleto da bexiga.
Especialmente com dor lombar — sinal de infecção alta que precisa de atendimento rápido.
Edema nos tornozelos, pés ou ao redor dos olhos pode indicar comprometimento renal.
Comuns na cólica renal intensa e nas infecções renais mais graves.
Hipertensão de início ou piora repentina pode ter origem renal e merece investigação.
A maior parte das dores lombares NÃO é dos rins. Esta tabela ajuda a distinguir — mas apenas o médico, com exames, pode confirmar.
| Critério | Dor renal | Dor muscular / coluna |
|---|---|---|
| Localização | Lombar alta, ao lado da coluna, profunda | Meio das costas, superficial |
| Piora com | Não muda com movimento; piora ao pressionar | Movimento, agachar, levantar peso |
| Melhora com | Analgésico específico, tratamento da causa | Repouso, calor local, alongamento |
| Sinais na urina | Sangue, espuma, ardência, cheiro forte | Nenhum |
| Febre | Frequente em infecção | Ausente |
| Irradiação | Para virilha e órgãos genitais | Rara |
Se você reconhece um destes sinais, agende consulta com nefrologista em Imperatriz-MA. Em casos de emergência, procure um pronto-socorro.
A Dra. Aniele Vilarino é nefrologista e conduz a investigação completa da dor renal — do exame clínico à imagem, com plano de tratamento individualizado.
A investigação da dor renal é escalonada — começa por exames simples e avança conforme a suspeita clínica.
Avaliação inicial: urina tipo 1 (EAS) e urocultura para identificar infecção; creatinina e ureia para medir a função renal; hemograma; e ultrassonografia de rins e vias urinárias, que mostra pedras, cistos e dilatações.
Se necessário: tomografia sem contraste (padrão-ouro para cálculos), ressonância magnética, cintilografia renal ou dosagens específicas (cálcio, ácido úrico, proteinúria de 24 horas) conforme a suspeita.
O nefrologista integra resultados, sintomas e histórico para chegar ao diagnóstico correto e propor um tratamento que trate a causa — não apenas a dor.

Nefrologista · CRM-MA 8839 · RQE 2609 · RQE 2610
Formada em Medicina pela Universidade Federal do Pará, com residência em Clínica Médica e especialização em Nefrologia, com formação complementar em Ribeirão Preto. Atende adultos a partir de 16 anos em Imperatriz-MA.
Publicado em 09/07/2026 · Última revisão: 09/07/2026 · Referências: Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), Ministério da Saúde. Este conteúdo é educativo e não substitui a consulta médica.